A Descoberta no Deserto de Núbia
Dois irmãos estavam andando por um caminho deserto, areia para todos os lados, cercado por pequenas colinas de cerca uns 4 metros, formando pequeno canyon, onde os dois caminhavam pelo meio, quando no meio das paredes de terra e areia avistaram uma caverna, onde pouca luz do sol conseguia entrar, deixava a visão muito limitada em seu interior. O mais velho dos irmãos, Ramsés, entrou na frente.
Adentrando a caverna, o ambiente era frio, bem diferente do clima de fora (que era seco e quente), ali dentro era incrivelmente agradável e fácil de respirar, eles até removeram os lenços que cobriam seus narizes e bocas, próximo a uma das paredes da caverna Ramsés identificou algo semelhante à um pequeno baú. Uma caixa de madeira bem empoeirada, ela parecia ter um certo brilho próprio, ainda que fraco, era como se, mesmo no escuro, fosse possível vê-la.
A pequena caixa esteva trancada por um selo em formato de um escaravelho, semelhante à ouro, porém muito envelhecido. Aquela trava parecia impossível de abrir, pois não importava a forma anda abria a caixa, mesmo arremessando a caixa no chão, ela nem trincava. Até que o caçula, Amon-Nilo, que era bem pequeno, provavelmente com uns 6 anos de idade tentando abrir o selo com suas mãos cortou o dedo indicador no escaravelho dourado e derramou um pouco de sangue sobre a trava da caixa.
Aquele brilho intrínseco da caixa se intensificou em uma luz verde, como se um sol em miniatura fosse selado dentro daquele objeto, e a intensidade da luz aumentou tanto que cegou os dois, quando Ramsés conseguiu abrir novamente os olhos, pois o brilho havia diminuido, a caixa estava destravada, e dentro da mesma ele encontrou três objetos, um cordão com um pingente Ankh e uma pedra esmeralda azulada dentro da alça ovalada, o segunda era bracele em formato de escorpião, os dois pareciam feito do mesmo material dourado e eram muito velhos, dada a aparência deles.
O terceiro objeto dentro da caixa, era um esfera que parecia ser a fonte de luz dentro da caixa, mas a pequena esfera que já estava com o brilho fraco, se apagou quando o jovem a pegou nas mãos e se tornou intensamente negra e increvelmente pesada, quando Ram soltou-a, a queda estilhaçou o chão em que caiu e ali ficou. Ramsés ficou com o bracelete escorpião e o escondeu com as faixas que ele usava para cobrir os dois braços e partes de suas mãos e depois deu o pingente ao seu irmão e escondeu com sua roupa.
Quando Nil colocou o colar Ankh ele sentiu sua mão esquentar muito rapidamente e olhou para ele vendo que o corte no seu indicador se curou, junto com todos os seus demais ferimentos. Os dois irmãos ficaram perdidamente assustados com aquilo, mas não encontraram nenhuma explicação plausível para aquilo, a não ser que aquelas eram artefatos mágicos que de alguma forma poderia ter um poder de cura, que eles não saberiam explicar.
O dia já estava no fim, e caminhar pelo deserto a noite nunca era uma boa ideia, seja pelo frio, criaturas noturnas, ou ainda vagantes das areias que tornavam aquela região terrível no período noturno. Ramsés disse que ficariam ali naquela caverna aquela noite, certamente seria mais seguro esperar o amanhecer, nisso Nil perguntou à seu irmão mais velho: "é seguro ficarmos com isso?".
Protamente ele respondeu, com uma incerteza na voz:
-Acho que são amuletos da sorte, os deuses devem ter nos abençoado com eles, não podemos rejeitar.- E sorriu para o pequeno. - Vamos dormir, amanhã levantaremos cedo e voltaremos para casa.
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